Ilhéus terá R$ 66 milhões para sistema que desacelera aeronaves no fim da pista

Termo de compromisso prevê recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil. Tecnologia já usada em Congonhas será instalada na cabeceira 29; contratação e obras são as próximas etapas.
O Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, receberá investimentos previstos de R$ 66 milhões para um sistema de desaceleração de aeronaves. O Ministério de Portos e Aeroportos e a Secretaria de Infraestrutura da Bahia assinaram o termo de compromisso na terça-feira, 13. O anúncio federal foi divulgado nesta quarta-feira.
Os recursos virão integralmente do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). Segundo o ministério, a previsão é lançar o edital de execução em até cinco dias após a publicação do termo no Diário Oficial da União. A etapa seguinte será transformar o compromisso em contratação e entrega da infraestrutura.
Como funciona a tecnologia
Previsto para a cabeceira 29, o sistema utiliza materiais que cedem sob o peso de uma aeronave, ajudando a reduzir sua velocidade quando ela ultrapassa o fim da pista. A sigla EMAS corresponde ao nome em inglês do sistema de materiais de engenharia para desaceleração. Ilhéus será o segundo aeroporto brasileiro com a tecnologia, já empregada em Congonhas.
A solução é especialmente relevante em sítios com pouco espaço para ampliar as áreas de segurança. Para passageiros e operadores, a contribuição esperada é uma proteção adicional em uma situação de ultrapassagem. A eficácia dependerá do projeto, da instalação, da manutenção e da integração com os demais procedimentos de segurança.
Quem financia e o que acompanhar
O financiamento público anunciado identifica quem sustenta o investimento inicial: o FNAC. O comunicado não apresenta mudança de tarifa aeroportuária vinculada à intervenção. Nos próximos documentos, merecem atenção o orçamento detalhado, o prazo das obras e o planejamento para preservar as condições de operação durante a execução.
