Painéis sobre rede, data centers e baterias vão subsidiar a Carta LAWINFRA 2026

Programação desta tarde reúne 14 especialistas em três debates cujas contribuições se somarão às câmaras técnicas e à plenária da manhã na consolidação da Carta LAWINFRA 2026.
O LAWINFRA Summit 2026 reúne na tarde desta sexta-feira, 18 de setembro, 14 especialistas em três painéis dedicados a desafios que hoje se cruzam no planejamento da infraestrutura: capacidade de transmissão, implantação de data centers e armazenamento de energia.
A programação dá continuidade ao Fórum realizado pela manhã, quando três câmaras técnicas discutiram simultaneamente transmissão, data centers e armazenamento. Os pontos de consenso e de divergência foram levados à plenária de consolidação e formarão, com as contribuições dos painéis da tarde, a base da Carta LAWINFRA 2026.
A Carta não será apenas um registro do encontro. A proposta é organizar diagnósticos, convergências, controvérsias e caminhos possíveis para o desenvolvimento da infraestrutura, aproximando agentes públicos, reguladores, empresas, associações e especialistas jurídicos sem apagar as divergências relevantes.
Armazenamento: baterias, regulação e capacidade
O Painel de Armazenamento tratará de baterias, riscos regulatórios e leilões de capacidade. O debate será moderado por Luiz Eduardo Diniz, sócio do Wald Advogados, com atuação especializada em Direito Público, Energia e Regulação.
Participam Fábio Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia; Bruno Goulart, superintendente adjunto de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica da ANEEL; Ricardo Costa, diretor de Inteligência de Produtos e Regulação da Matrix Energia; e Iggor Gomes Rocha, diretor administrativo da Itaipu Binacional.
O eixo combina questões técnicas e contratuais que ainda precisam amadurecer: serviços que as baterias poderão prestar ao sistema, modelos de remuneração, requisitos de desempenho, acesso à rede, duração dos contratos e repartição dos riscos nos futuros leilões de capacidade.

Transmissão: a rede como condição do investimento
O Painel de Transmissão discutirá gargalos da rede, prazos e conexões ao sistema. A moderação será de Wagner Ferreira, sócio e head de Energia do Caputo, Bastos e Serra Advogados.
A mesa terá Carlos Mattar, superintendente de Regulação dos Serviços de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica da ANEEL; Ludmilla Cabral, executiva da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica; e Edvaldo Santana, economista, especialista em regulação e mercado de energia e ex-diretor da ANEEL.
A discussão alcança um dos principais pontos de decisão dos investimentos: não basta haver interesse empresarial, geração disponível ou demanda projetada se a conexão não puder ocorrer no local e no prazo do empreendimento. Planejamento, reforços, licenciamento, acesso e responsabilidades contratuais precisam caminhar juntos.
A composição do painel reúne perspectivas regulatória, empresarial, associativa e jurídica, permitindo examinar a distância entre o cronograma dos projetos e o tempo necessário para planejar, autorizar e construir a infraestrutura de rede.

Data centers: energia, água e contratos
O Painel Data Center abordará energia, água e segurança jurídica e contratual. Pedro Dante, sócio da prática de Energia do Lefosse e ex-gerente jurídico-regulatório da CCEE, será o moderador.
Participam Renato Abdalla, gerente de Regulação do Serviço de Transmissão da ANEEL; Vitor Caram, diretor de Expansão para a América Latina da ODATA; Vital do Rêgo Neto, executivo e advogado do setor energético e integrante do Conselho de Administração da CCEE; e Thais Araújo, coordenadora-geral de Planejamento da Transmissão do Ministério de Minas e Energia.
Os centros de dados dependem de grandes volumes de energia firme, conexão confiável, infraestrutura hídrica, telecomunicações e contratos de longo prazo. O painel deverá aproximar a visão dos investidores das condições concretas de planejamento e regulação necessárias para transformar anúncios em projetos executáveis.
O tema também exige precisão na alocação de riscos. Prazos de conexão, disponibilidade de energia e água, reforços de rede, licenciamento, expansão modular e obrigações de desempenho podem afetar financiamento, cronograma e viabilidade econômica dos empreendimentos.
Da discussão à Carta LAWINFRA 2026
Ao final da programação, as contribuições das câmaras técnicas, da plenária da manhã e dos três painéis serão articuladas na Carta LAWINFRA 2026. O documento deverá distinguir consensos, divergências e propostas, preservando a complexidade dos debates em vez de produzir conclusões artificiais.
A expectativa é que a Carta ofereça uma síntese útil para autoridades, reguladores, investidores, operadores e profissionais que atuam na infraestrutura. Seu conteúdo definitivo dependerá do que for efetivamente debatido e consolidado ao longo do Summit.
Os painéis ocorrem no B Hotel, em Brasília, das 14h às 18h. A ANEEL participa como apoiadora institucional, a Times Brasil | CNBC é a parceira de mídia e o evento conta com apoio do B Hotel.
