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Gestão das águas ganha diretrizes para enfrentar secas e enchentes

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Ilustração conceitual de rio, reservatório e mata ciliar em paisagem brasileira
Ilustração editorial conceitual produzida com inteligência artificial. Crédito: LAWINFRA/IA.

Conselho Nacional de Recursos Hídricos aprovou orientações de adaptação climática e a revisão dos planos de bacia. Decisões foram divulgadas pela ANA nesta terça-feira.

O Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) aprovou diretrizes para incorporar a adaptação às mudanças climáticas à gestão das águas e a revisão da norma sobre planos de bacia. As decisões, tomadas em reunião nos dias 7 e 8 de outubro, foram divulgadas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) nesta terça-feira, 13.

Clima incorporado ao planejamento

A agenda climática busca aproximar o planejamento hídrico das políticas de meio ambiente, uso do solo, segurança de barragens e defesa civil. O foco é reduzir a vulnerabilidade a secas, enchentes e outros eventos extremos.

O colegiado também aprovou a versão final da Resolução CNRH nº 250/2026, destinada a substituir a disciplina de 2012 para os planos de recursos hídricos de bacias. Entre os pontos destacados pela ANA estão responsabilidades, fontes de recursos, acompanhamento de metas, articulação territorial e participação de povos indígenas e comunidades tradicionais.

Por que o plano de bacia interessa aos projetos

Um plano de bacia organiza prioridades para um território em que diferentes atividades dependem da mesma água. Para quem estrutura um empreendimento, sua leitura ajuda a situar a demanda do projeto no conjunto dos usos, das vulnerabilidades e das intervenções previstas para a região.

A consequência prática para a infraestrutura é ampliar o olhar sobre a continuidade dos serviços. Uma estação de tratamento depende da disponibilidade e da qualidade da água captada; uma indústria pode precisar rever sua estratégia de abastecimento; uma barragem exige articulação com os usos existentes a jusante. O planejamento da bacia oferece o contexto para tratar essas relações antes de comprometer recursos.

Revisão das outorgas prossegue

Em outra frente, a revisão das regras gerais de outorga avançou parcialmente e terá continuidade na próxima reunião. A outorga é o instrumento que disciplina o direito de utilizar recursos hídricos sob determinadas condições.

Para investidores e operadores, vale acompanhar como as orientações aprovadas serão incorporadas aos planos locais e aos programas de execução. A ligação entre diagnóstico, responsáveis, recursos e metas é o que permite converter uma diretriz de adaptação em medidas capazes de proteger a operação dos serviços.