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Após reeleição de Lula, fundo de ações brasileiras fecha em queda de 19,79% em Nova York

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Ilustração conceitual de linhas de transmissão, rodovia, porto e plataforma offshore diante de forte reprecificação de ativos brasileiros
Representação conceitual; a imagem não reproduz uma cotação ou gráfico real. Ilustração editorial exclusiva: LAWINFRA/IA.

EWZ encerra a US$ 34,16, segundo StockScan, após perdas maiores no pré-mercado. Reação alcança ações, câmbio e avaliação do risco brasileiro.

O iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), fundo de ações brasileiras negociado em Nova York, fechou esta segunda-feira (26) a US$ 34,16, com queda de 19,79%, segundo a série histórica da StockScan. A perda após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva foi menor que a indicação de aproximadamente 26% registrada antes da abertura, mas manteve a forte desvalorização dos ativos brasileiros no exterior.

Do pré-mercado ao fechamento

A base StockScan também registra mínima de US$ 31,40 e máxima de US$ 34,54 na sessão. A página oficial da iShares consultada ainda exibia US$ 42,59 como fechamento de 23 de outubro. O valor desta segunda-feira é atribuído à StockScan, distinguindo a negociação regular das operações posteriores ao encerramento.

Ações brasileiras na carteira do fundo

O EWZ não é o Ibovespa nem uma medida direta de todos os ativos do país. O fundo busca acompanhar o índice MSCI Brazil 25/50 e, na composição divulgada pela gestora, concentra 37,98% em empresas financeiras, 18,03% em energia, 13,15% em utilidades públicas, 10,57% em materiais e 8,19% em industriais. Essa estrutura torna o preço sensível a grandes companhias desses setores e ao câmbio.

Reação alcança títulos do Brasil

Segundo a Reuters, a pressão também alcançou títulos soberanos: o papel com vencimento em 2054 perdeu cerca de 2,5 centavos de dólar, com rendimento de 7,45% na referência divulgada pela agência. O movimento mostra que a revisão de expectativas atingiu também o custo exigido para financiar o país.

Juros e câmbio nos projetos

Para a infraestrutura, o canal relevante não é a oscilação isolada do ETF, mas a eventual persistência da reprecificação em juros, câmbio e percepção de risco. Concessões, energia, saneamento, telecomunicações e transportes dependem de financiamento de longo prazo; aumento do retorno exigido pelos investidores pode encarecer dívida, reduzir valor presente de projetos e elevar a seletividade na alocação de capital.

O câmbio também afeta equipamentos importados, contratos indexados e custos de implantação. Esse efeito varia por empresa e projeto, conforme proteção cambial, estrutura de dívida, receitas, fornecedores, cronograma e regras contratuais. Uma queda do EWZ no pré-mercado não permite concluir, por si só, que haverá revisão tarifária, atraso de obra ou cancelamento de investimento.

O balanço do mercado brasileiro

No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, conforme a Folha de S.Paulo. O dólar comercial encerrou perto de R$ 5,40, com alta superior a 8%. Esses resultados substituem as indicações da abertura como referência para o balanço do dia.

A partir de agora, investidores acompanham a composição da equipe econômica, os compromissos fiscais e a capacidade de financiar projetos de longo prazo. Para concessionárias e fornecedores, o efeito dependerá da exposição cambial, dos vencimentos da dívida e das condições efetivas de captação.