EPR Paraná recebe autorização para projetar pesagem de caminhões em movimento

Decisão da agência de transportes alcança projeto executivo e orçamento certificado para o sistema HS-WIM FULL. Tecnologia permite controlar o peso dos veículos na velocidade da via; implantação terá etapas próprias.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a EPR Paraná a elaborar e apresentar projeto executivo de engenharia e orçamento inspecionado e certificado para adotar o modelo de pesagem em movimento HS-WIM FULL em seu sistema rodoviário concedido. A Decisão SUROD nº 1.805, datada de 27 de outubro, aparece no ementário oficial de 3 de novembro.
Como funciona o HS-WIM
HS-WIM é a sigla em inglês para pesagem de veículos em movimento em alta velocidade. Em sua explicação institucional, a ANTT descreve um sistema que mede o peso na velocidade diretriz da via, dispensando a passagem pelas chamadas balanças lentas. A proposta combina sensores e fiscalização eletrônica para acompanhar os veículos de carga durante o tráfego.
Sobrecarga afeta pavimento e segurança
O controle de excesso de peso tem efeitos sobre conservação e segurança. A agência relaciona a sobrecarga à deterioração precoce do pavimento, ao comprometimento de pontes e viadutos e à alteração do desempenho de frenagem dos veículos. Também aponta uma distorção concorrencial quando uma transportadora leva carga acima dos limites e transfere parte do custo e do risco à coletividade.
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Projeto vem antes da implantação
A autorização à EPR Paraná diz respeito à preparação técnica: projeto e orçamento serão apresentados à agência. Localização, especificações, implantação, operação e condições contratuais precisam ser acompanhadas nas etapas correspondentes. A notícia não fixa data para começar a fiscalização nem informa valor de investimento, porque esses elementos não integram a ementa consultada.
Custos, medição e direitos dos transportadores
Para transportadores, a evolução exige atenção à gestão de carga, à confiabilidade das medições e aos procedimentos de notificação e defesa. Para usuários e concedente, interessa verificar o equilíbrio entre o custo do sistema, os ganhos operacionais e a proteção da infraestrutura. Qualquer repercussão sobre pedágio dependerá do tratamento contratual e regulatório aplicável, sem reajuste automático decorrente desta autorização de projeto.
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O que acompanhar na próxima etapa
O próximo marco é a apresentação da engenharia e do orçamento certificados, seguida da análise da ANTT. O avanço poderá mostrar como a concessão pretende integrar os equipamentos à operação existente e quais benefícios consegue demonstrar com parâmetros verificáveis.
