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Eneva escolhe Barra do Riacho para hub de gás e energia de 690 MW

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Ilustração editorial aérea de terminal costeiro de GNL e complexo termelétrico em implantação
Terminal de GNL e complexo de energia fictícios, criados com inteligência artificial. A imagem não representa o Porto de Barra do Riacho, a Eneva, a Vports ou instalação real. Crédito: LAWINFRA/IA.

Contratos com a Vports asseguram áreas até 2046 para terminal de GNL e termelétricas contratadas por 15 anos; projeto ainda depende de condições, licenças e implantação.

A Eneva definiu o Porto de Barra do Riacho, em Aracruz, no Espírito Santo, como local do novo complexo integrado de gás natural e geração termelétrica que vinha chamando de Hub Sudeste. O empreendimento passa a se chamar Hub Espírito Santo e terá 690 megawatts de capacidade instalada.

Direitos sobre as áreas vão até 2046

A companhia assinou com a Vports contratos para uso de áreas do porto e implantação de um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito, o GNL. Os direitos de uso vão até 31 de dezembro de 2046 e podem ser renovados, desde que sejam cumpridas as condições previstas nos instrumentos.

Terminal deverá regaseificar combustível importado

O terminal deverá receber GNL por navios, devolver o combustível ao estado gasoso e abastecer as novas usinas. A infraestrutura também poderá apoiar comercialização de gás e outros projetos de geração, mas esses usos adicionais dependem de contratos, capacidade disponível e autorizações próprias.

Potência foi contratada por 15 anos

As termelétricas foram contratadas no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 para entrega do produto de potência de 2031. A Eneva informa início de operação comercial previsto para 1º de agosto de 2031 e compromisso de venda de potência por 15 anos.

Veja a reorganização da Eneva para consolidar o Hub Ceará →

Contrato de área não substitui licenças

A escolha do porto dá endereço e direitos de área ao projeto, mas não comprova que o terminal esteja autorizado, construído ou operacional. A implantação ainda exige engenharia, licenciamento ambiental, autorizações portuárias e energéticas, conexão e requisitos aplicáveis à infraestrutura de gás e GNL.

Consulte a cobertura sobre a infraestrutura regulada pela ANP →

Eneva manterá 100% do empreendimento

A Eneva também decidiu manter 100% do Hub Espírito Santo. A companhia havia avaliado uma parceria que poderia transferir até 49% do empreendimento a terceiros. A estrutura societária integral aumenta sua exposição ao investimento e aos riscos de execução, ao mesmo tempo em que preserva o controle do projeto.

Projeto se soma aos hubs de Sergipe e Ceará

O complexo capixaba integra a expansão contratada pela empresa ao lado dos hubs de Sergipe e Ceará. A localização em porto de uso múltiplo aproxima a importação de GNL da geração e reduz a necessidade de uma longa rota terrestre para o combustível, sem eliminar riscos logísticos, cambiais e de suprimento.

Licenças, obras e conexão são os próximos marcos

Os próximos marcos verificáveis são o cumprimento das condições dos contratos de área, as licenças e autorizações, o fechamento do arranjo de suprimento e financiamento, o cronograma de obras e a conexão elétrica necessária para a entrada comercial em 2031.