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Dólar fecha perto de R$ 5,40 após reeleição de Lula, com alta superior a 8%

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Ilustração conceitual de cédulas de real e dólar diante de porto, linhas de transmissão e obras.
Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial. LAWINFRA/IA.

Moeda americana reduz a alta em relação ao pico acima de R$ 5,60. Câmbio mais caro mantém atenção sobre importações, dívidas e proteção financeira.

O dólar terminou esta segunda-feira (26) perto de R$ 5,40, com alta superior a 8%, após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O UOL informou fechamento do dólar comercial em R$ 5,403, avanço de 8,21%, às 17h14; a Folha de S.Paulo registrou R$ 5,409 e alta de 8,41% na atualização das 17h20. As referências são apresentadas separadamente, com os valores e as variações de cada fonte.

Durante o dia, a cotação comercial chegou à região de R$ 5,60. Esse extremo intradiário dá a dimensão da volatilidade; o fechamento próximo de R$ 5,40 é a referência para o balanço da sessão. O Ibovespa encerrou em baixa de 13,88%, segundo a Folha.

O resultado eleitoral contrariou as posições de investidores que esperavam uma vitória de Flávio Bolsonaro e uma mudança na condução das contas públicas. Segundo a Reuters, a atenção do mercado se deslocou para a composição da equipe econômica e para os compromissos fiscais do próximo mandato.

Equipamentos, dívidas e orçamento dos projetos

Para a infraestrutura, a mudança cambial pode alcançar o orçamento de obras e a compra de equipamentos. Projetos com máquinas, componentes e tecnologia adquiridos no exterior precisam de mais reais para honrar o mesmo compromisso em dólares quando não contam com proteção cambial.

Uma simulação ajuda a dimensionar esse efeito: uma compra de US$ 10 milhões custa R$ 50 milhões com o dólar a R$ 5,00. A R$ 5,60, passa a exigir R$ 56 milhões. São R$ 6 milhões adicionais, antes de tributos, frete e demais despesas. O exemplo é ilustrativo e não representa o aumento do custo total de uma obra.

A exposição também depende da receita. Uma empresa que recebe em dólares pode compensar parte das obrigações na mesma moeda. Já um projeto com receitas em reais e dívida em moeda estrangeira fica mais vulnerável, conforme os vencimentos e as condições de proteção contratadas.

Reequilíbrio depende do contrato e do impacto demonstrado

O reflexo jurídico exige uma análise própria. Nos contratos regidos pela Lei nº 14.133/2021, o reequilíbrio econômico-financeiro depende do enquadramento nas hipóteses legais, da demonstração dos efeitos sobre a execução e da distribuição contratual dos riscos. A alta do dólar, isoladamente, não assegura recomposição.

A dimensão do impacto sobre novos investimentos dependerá da persistência do movimento. Uma oscilação passageira e um câmbio elevado por vários meses produzem consequências diferentes para compras, financiamentos e decisões de expansão.