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Curitiba tem negociação de € 107 milhões com AFD para resiliência urbana

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Ilustração editorial aérea de corredor fluvial urbano com parque linear, reservatório de retenção e moradias em Curitiba
Infraestrutura urbana de drenagem, parque linear e habitação em ilustração editorial produzida com inteligência artificial. A cena é fictícia e não reproduz um trecho específico de Curitiba. Crédito: LAWINFRA/IA.

Rodada contratual vai até 5 de novembro e alcança o Ecodistrito Belém, a Reserva Hídrica do Futuro e a segunda fase do Hipervisor Urbano. Contrapartida prevista é de € 26,75 milhões.

O Município de Curitiba e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) têm marcada para esta terça-feira, 3 de novembro, a abertura da etapa de pré-negociação e negociação contratual do Programa Curitiba Resiliente: ações estratégicas do PlanClima. O calendário do Ministério do Planejamento e Orçamento reserva três dias, até 5 de novembro, para a rodada.

Financiamento e contrapartida somam € 133,75 milhões

A proposta submetida à Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) prevê € 107 milhões de financiamento da AFD e € 26,75 milhões de contrapartida municipal. O conjunto alcança € 133,75 milhões, mas ainda depende da conclusão da negociação, das aprovações aplicáveis, da formalização dos instrumentos e das condições para desembolso.

Drenagem, habitação e gestão urbana

Entre os componentes apresentados pelo município estão o Ecodistrito Belém, a Reserva Hídrica do Futuro e a segunda fase do Hipervisor Urbano. O desenho combina drenagem e manejo de águas, recuperação ambiental, moradia, espaços públicos e sistemas de gestão e monitoramento urbano.

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Ecodistrito prevê reassentamento de 450 famílias

No Ecodistrito Belém, a prefeitura prevê reassentar aproximadamente 450 famílias que vivem às margens do rio, implantar moradias, parque linear associado ao conceito de cidade-esponja, estrutura para reciclagem e um polo de atividades econômicas. O reassentamento exigirá tratamento fundiário, social e ambiental, além da execução coordenada das obras.

Negociação não é contrato assinado

A rodada desta semana é um marco de estruturação financeira, não a assinatura do empréstimo. O calendário federal está sujeito a alterações e não comprova que todas as condições foram acordadas. Também não autoriza considerar o valor como receita disponível ou obra contratada.

Avaliação financeira antecedeu a rodada

A Prefeitura de Curitiba informou, em missão preparatória realizada em 2026, que a AFD avaliou capacidade financeira, conformidade, transparência e gestão de recursos. O município possui classificação A de capacidade de pagamento, mas a operação externa ainda precisa observar as etapas federais e contratuais próprias.

Próximos marcos

Os próximos pontos de controle são o resultado da negociação, a autorização para contratação com garantia da União quando aplicável, a assinatura do financiamento, as condições de eficácia e os editais de cada componente. Na execução, será necessário separar o orçamento aprovado dos valores desembolsados e das entregas efetivamente concluídas.