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BNDES financia 168 km de fibra no Oeste de Santa Catarina

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Ilustração editorial de fibra óptica conectando comunidades rurais no Oeste de Santa Catarina
Rede e paisagem rural fictícias produzidas com inteligência artificial. A imagem não representa trecho ou instalação da P4 Telecom. Crédito: LAWINFRA/IA.

Crédito de R$ 10 milhões do Fust cobre 96% do projeto da P4 Telecom e prevê até 2 mil novas conexões em três municípios e oito localidades.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou R$ 10 milhões de financiamento para a P4 Telecom construir aproximadamente 168 quilômetros de rede de fibra óptica de alta capacidade no Oeste de Santa Catarina. Os recursos vêm do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, o Fust.

Crédito cobre 96% do projeto

O crédito corresponde a cerca de 96% do valor do projeto. A estimativa divulgada pelo banco é de até 2 mil novas conexões em Arabutã, Lindóia do Sul e Cordilheira Alta e em oito localidades: Alegre do Marco, Barra Grande, Baía Alta, Cambuinzal, Diadema, Araçá, Passos das Antas e Nova Estrela.

Rede chega a áreas rurais e pequenas localidades

O desenho procura alcançar áreas rurais e pequenas localidades fora dos corredores mais densos de telecomunicações. Para produtores, empresas e serviços públicos, a capacidade de transmissão pode apoiar gestão agrícola, emissão de documentos, educação, saúde e operações que dependem de conectividade estável.

Fust financia expansão de infraestrutura

O Fust é gerido pelo Ministério das Comunicações e tem o BNDES como agente financeiro. Depois da atualização legal de 2020, o fundo passou a admitir recursos reembolsáveis, não reembolsáveis e garantias para expandir e melhorar redes, especialmente em regiões isoladas, periféricas ou rurais.

Cronograma ainda precisa ser detalhado

A P4 Telecom, sediada em Xanxerê, atua em 14 cidades do Oeste e do litoral catarinense. O comunicado informa a aprovação financeira, mas não detalha cronograma por trecho, metas intermediárias, condições de desembolso ou data para ativação de cada conexão.

Entrega dependerá da execução física

Os próximos marcos serão a contratação e os desembolsos, a implantação física dos 168 quilômetros, as licenças e autorizações locais e a comprovação das novas conexões. A execução deverá mostrar se o financiamento transforma a cobertura prevista em serviço disponível e com qualidade mensurável.