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BID aprova US$ 450 milhões para destravar 24 GW na Colômbia

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Ilustração editorial de transmissão, renováveis e eletrificação rural nos Andes colombianos
Sistema elétrico andino fictício produzido com inteligência artificial. A imagem não representa obra real na Colômbia. Crédito: LAWINFRA/IA.

Programa inclui leilões de longo prazo, baterias, liberação de conexão e novas obras de transmissão na região do Caribe.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento aprovou um empréstimo programático de US$ 450 milhões para reformas voltadas à segurança energética e à sustentabilidade financeira do setor elétrico colombiano. O programa pretende criar condições para adicionar 24 gigawatts de capacidade ao sistema e beneficiar aproximadamente 17 milhões de usuários.

Programa reúne rede, geração e baterias

A operação combina medidas para geração, transmissão, armazenamento e acesso rural. Entre as ações anunciadas estão leilões de contratação de longo prazo, regras para baterias, liberação de capacidade de conexão hoje bloqueada e novas obras de transmissão na região do Caribe.

Eletrificação deve alcançar 1,3 milhão de lares

O BID estima que cerca de 1,3 milhão de domicílios ainda sem eletricidade poderão ser alcançados pela expansão gradual da cobertura. O desenho cria o Fundo Único de Soluções Energéticas, o Fonenergía, para reunir e coordenar fontes de financiamento antes fragmentadas.

Subsídios serão ligados à autogeração

O programa também prevê substituir parte dos subsídios ao consumo por autogeração distribuída e reduzir transferências fiscais. O efeito dependerá de como tarifas, proteção aos consumidores vulneráveis e investimentos forem implementados; a aprovação do crédito não entrega automaticamente os resultados projetados.

Experiência oferece comparação ao Brasil

Outra frente é a integração elétrica com países andinos e o Panamá. Para o Brasil, a experiência oferece comparação sobre leilões de longo prazo, tratamento de filas de conexão, contratação de armazenamento e coordenação entre expansão da rede e sustentabilidade fiscal.

Execução das reformas definirá o impacto

O empréstimo terá prazo de 20 anos, carência de cinco anos e meio e juros referenciados à taxa SOFR. Os próximos marcos são a adoção das reformas, os editais de geração e armazenamento, a liberação efetiva de conexão e o avanço das obras de transmissão.