Barra Funda poderá captar R$ 113,8 milhões para modernização

Portaria dá prioridade ao projeto da Socicam no terminal intermodal paulistano. Obras incluem acessibilidade, segurança contra incêndio, resiliência elétrica e Wi-Fi público, com conclusão estimada para 2027.
O Ministério das Cidades classificou como prioritário o projeto de modernização do Terminal Intermodal Palmeiras-Barra Funda, em São Paulo, para permitir seu financiamento por debêntures incentivadas. O ato foi publicado nesta terça-feira, 3 de novembro, com valor de R$ 113.768.831,07.
Captação cobriria todo o orçamento informado
A proposta foi apresentada pela Socicam Terminais Rodoviários e Representações Ltda., responsável pelo empreendimento por meio do Consórcio Prima. O valor pretendido em debêntures corresponde a 100% do investimento informado ao Ministério.
Acessibilidade, incêndio e energia
O escopo reúne adequações de acessibilidade, modernização do sistema de prevenção e combate a incêndio, atualização das instalações elétricas, nova subestação, gerador a diesel para contingências e oferta de Wi-Fi público. As intervenções procuram elevar segurança, resiliência e qualidade do atendimento no terminal.
A documentação registra movimento aproximado de 40 mil usuários por dia. O terminal integra serviços metroferroviários, ônibus urbanos e viagens rodoviárias, de modo que falhas de energia, circulação ou segurança produzem efeitos sobre diferentes redes e operadores.
Projetos em elaboração e término em 2027
A execução foi informada como iniciada em 3 de março de 2026, ainda na etapa de planejamento detalhado e elaboração de projetos. O término estimado é 30 de dezembro de 2027. O contrato de delegação se estende até 2050.
Prioridade tributária não é obra concluída
A portaria qualifica o investimento para o benefício fiscal, mas não certifica o andamento físico nem antecipa a conclusão. A emissão dos títulos, o cronograma financeiro e a realização de cada entrega deverão ser demonstrados separadamente.
Próximos passos
Os próximos marcos são a conclusão dos projetos, a estruturação da captação e o início das frentes de obra. Também deverão ser acompanhados os impactos sobre a circulação de passageiros durante a execução e a integração das intervenções com metrô, trens e ônibus.
