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Gás e saneamento: Arsesp discute como repartir ganhos de eficiência com consumidores

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Ilustração conceitual de redes de gás e tratamento de água integradas a uma cidade
Ilustração conceitual exclusiva criada por inteligência artificial; não representa instalação real. Crédito: LAWINFRA/IA.

Consulta sobre o Fator X recebe contribuições até 11 de novembro; metodologia influencia a relação entre produtividade das concessionárias e tarifas.

A Arsesp discute o compartilhamento de ganhos de eficiência em gás canalizado e saneamento. O comunicado estadual desta terça-feira (27) informa prazo até 11 de novembro para contribuições às consultas abertas em 23 de outubro. O tema é o Fator X, que leva produtividade ao cálculo tarifário.

As audiências virtuais ocorrerão em 9 de novembro, para gás, e 10 de novembro, para saneamento, das 10h às 12h. A inscrição termina às 18h da véspera de cada encontro. Contribuições escritas devem ser encaminhadas a consultapublica@arsesp.sp.gov.br.

Eficiência precisa preservar a qualidade

Na avaliação editorial do LAWINFRA, o ponto decisivo é a qualidade do incentivo: uma metodologia precisa estimular a empresa a operar melhor e permitir que o usuário participe dos resultados. Economizar recursos mediante melhoria de processos é diferente de reduzir manutenção ou comprometer a continuidade do atendimento.

O que examinar na metodologia

Para analisar uma proposta dessa natureza, consumidores e concessionárias precisam examinar quais custos entram na comparação, quais empresas servem de referência e como diferenças de escala e de condições operacionais são consideradas. Também importa verificar se o período de cálculo permite observar ganhos sustentáveis, em vez de variações ocasionais.

A participação pública pode ajudar a testar esses critérios. Contribuições apoiadas em séries de custos, indicadores de qualidade e exemplos operacionais permitem discutir as consequências de cada escolha metodológica com maior precisão.

Como acompanhar os efeitos na tarifa

O efeito final sobre a conta depende da metodologia aprovada e de sua aplicação em cada processo tarifário. A consulta abre espaço para essa discussão; o acompanhamento deve prosseguir na resposta às contribuições e na decisão da agência.