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Aneel eleva para 610 MW limite comercial da UTE Novo Tempo Barcarena

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Complexo termelétrico integrado a terminal de gás natural liquefeito e infraestrutura elétrica em Barcarena
A UTE Novo Tempo Barcarena integra geração termelétrica, terminal de gás natural liquefeito e conexão elétrica no Pará. Imagem editorial produzida com inteligência artificial; não retrata uma instalação específica. Crédito: LAWINFRA/IA.

Novo despacho amplia em 58 MW o limite fixado em agosto. A unidade de 629,367 MW pode operar comercialmente até 610 MW desde 25 de setembro.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ampliou para 610 megawatts o limite de operação comercial da unidade geradora da Usina Termelétrica Novo Tempo Barcarena, no Pará. O Despacho nº 3.726/2026 determina que o novo teto vale desde 25 de setembro. O ato foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 28 de setembro.

Limite cresce 58 MW em relação a agosto

O desenvolvimento acrescenta 58 MW ao limite de 552 MW fixado quando a usina entrou em operação comercial, em 27 de agosto. A elevação é de aproximadamente 10,5% sobre o teto anterior e reduz para 19,367 MW a diferença entre a potência liberada e os 629,367 MW cadastrados para a unidade.

Geração depende de despacho e disponibilidade

A potência nominal do empreendimento permanece em 629,367 MW, com operação comercial autorizada até 610 MW nos termos da Resolução Normativa nº 1.029/2022. A geração efetiva depende das condições do Sistema Interligado Nacional, das decisões do Operador Nacional do Sistema Elétrico e da disponibilidade técnica e de combustível.

Ciclo combinado aproveita o calor da turbina

Movida a gás natural, a termelétrica utiliza ciclo combinado, tecnologia que aproveita o calor produzido pela turbina a gás para gerar vapor e produzir eletricidade adicional. A configuração é do tipo eixo único: as turbinas a gás e a vapor ficam acopladas a um único gerador.

Usina é integrada ao terminal de gás

O combustível chega por infraestrutura própria associada ao terminal de gás natural liquefeito do empreendimento. O complexo reúne unidade flutuante de armazenamento e regaseificação, gasoduto, estação de entrega do gás, subestações elevadoras e linhas de transmissão, formando uma cadeia integrada entre importação do combustível e geração de energia.

A usina venceu o Leilão de Energia Nova A-6 de 2019 e possui nove contratos no ambiente regulado, no qual distribuidoras compram energia para atender seus consumidores. O início da operação comercial permite o cumprimento desses compromissos dentro das condições técnicas fixadas para a conexão ao sistema.

Antes da primeira autorização comercial, o empreendimento passou por fiscalizações presenciais em setembro de 2024, maio e setembro de 2025 e março de 2026. A unidade havia sido liberada para testes em setembro de 2025 e começou a gerar de forma sincronizada com o sistema em 1º de dezembro daquele ano.

A entrada da Novo Tempo Barcarena amplia a infraestrutura de geração firme na Região Norte e reforça a posição do município paraense como ponto de conexão entre logística de gás e produção de eletricidade. A Agência Nacional de Energia Elétrica associa o projeto ao grupo New Fortress Energy e o classifica entre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento.

Ainda faltam 19,367 MW para o teto cadastrado

O complexo também inclui a UTE Portocem I, ainda em construção. Consideradas as duas usinas e a infraestrutura de gás vinculada, a região concentra cerca de 2 gigawatts de capacidade de geração em desenvolvimento, segundo a agência.

A próxima etapa regulatória será acompanhar se as condições de integração permitirão liberar os 19,367 MW restantes e aproximar o teto comercial da potência cadastrada. Até nova manifestação oficial, 610 MW é o limite autorizado para a operação comercial; 629,367 MW continua sendo a capacidade da unidade, e não o volume integral já liberado.