Porto Alegre conclui bombas de R$ 66 milhões para proteção contra cheias

Instalação definitiva completa a solução emergencial dos pôlderes 7 e 8; município ainda prepara obra permanente estimada em R$ 300 milhões.
O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre informou no domingo, 25 de outubro, que a instalação definitiva das bombas flutuantes de alta capacidade completa a obra de proteção contra cheias dos pôlderes 7 e 8, entre os bairros Anchieta e Sarandi, na Zona Norte. A prefeitura afirma que os trabalhos terminam nos próximos dias.
Bombas retiram água acumulada dentro dos pôlderes
Tubulações de polietileno de alta densidade ligarão o bombeamento, instalado na parte protegida do pôlder, ao rio Gravataí. Quando as comportas forem fechadas para impedir a entrada da água do rio, as bombas permitirão retirar a chuva acumulada dentro da área protegida.
Solução emergencial custou R$ 66 milhões
A obra custou R$ 66 milhões, segundo o Dmae. O valor reúne serviços de engenharia e equipamentos como eletrocentros e geradores. O comunicado também informa que um estudo técnico não identificou impacto negativo relevante da intervenção sobre municípios vizinhos.
Projeto permanente é uma etapa distinta
O marco precisa ser distinguido da solução permanente ainda em preparação. O corpo técnico municipal conclui o anteprojeto de uma obra estimada em R$ 300 milhões, autorizada pelo governo federal em setembro e que prevê duas novas Estações de Bombeamento de Águas Pluviais. A instalação divulgada agora não equivale à execução desse projeto futuro.
Energia e modernização seguem em execução
Outras frentes permanecem em andamento no sistema de drenagem. A CEEE Equatorial executa, por R$ 18 milhões, dupla alimentação elétrica em 37 estações do Dmae, incluindo 22 casas de bombas. Há ainda substituição de equipamentos por modelos submersíveis, elevação de painéis de comando e instalação permanente de geradores em estações atingidas por eventos extremos.
Entrega exige teste e manutenção
Na avaliação do LAWINFRA, a entrega reduz uma vulnerabilidade operacional específica, mas sua efetividade depende de manutenção, disponibilidade de energia, testes periódicos e integração com diques, comportas, canais e estações de bombeamento. O valor investido não substitui indicadores de capacidade, tempo de resposta e funcionamento sob carga.
Os próximos marcos verificáveis são o encerramento formal dos trabalhos, os testes do conjunto instalado, a conclusão do anteprojeto de R$ 300 milhões e a futura contratação das obras permanentes. Também deverá ser acompanhado o prazo de novembro informado para a dupla alimentação elétrica das estações.
