LAWINFRATODAS AS NOTÍCIAS →

Conexão à rede põe cronograma de sete térmicas em disputa

COMPARTILHE
Ilustração conceitual de termelétrica a gás conectada a uma subestação e linhas de transmissão
Imagem ilustrativa produzida com inteligência artificial. Cena conceitual, sem representar instalações específicas. Crédito: LAWINFRA/IA.

Origem pede orientação à ANEEL sobre documentos exigidos na conexão; Axia afirma cumprir as regras. Projetos preveem R$ 2,07 bilhões em investimentos.

A Origem Energia pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) esclarecimentos sobre a conexão de sete termelétricas a gás contratadas no leilão de reserva de capacidade de 2026. A companhia aponta risco para o cronograma diante de uma divergência documental com a Axia Energia. O caso foi noticiado nesta quarta-feira, 7 de outubro, pela CNN Brasil e pela MegaWhat.

Segundo a CNN, os projetos somam mais de 477 megawatts e R$ 2,07 bilhões em investimentos previstos. Pilar e Pilar Nova têm início de operação previsto para outubro de 2028; Manguaba I a V, para agosto de 2029.

Qual documento vem primeiro

A questão envolve a Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST). A Origem sustenta, em carta relatada pela MegaWhat, que a análise técnica estaria sendo condicionada ao Parecer de Acesso, embora a nova sequência preveja a emissão desse documento em etapa posterior. A empresa quer uma orientação que permita avançar na contratação da conexão.

Na Sistemática da 1ª Temporada de Acesso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estabelece que o Diagnóstico Prévio de Acesso (DPA) viabiliza o Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (CUST). O item 25 prevê a solicitação do Parecer de Acesso depois da celebração do CUST. O documento também esclarece que o DPA, isoladamente, não assegura o direito de acesso: a efetivação depende do contrato e das demais condições regulatórias.

A posição da transmissora

O ponto levado à agência envolve também o Contrato de Conexão às Instalações de Transmissão (CCT). Em resposta à MegaWhat, a Axia afirmou seguir a regulamentação e informou já ter trocado dados técnicos com a Origem. A transmissora disse que as condições de acesso dependem das etapas conduzidas pelo ONS e que não recebeu pedido de celebração antecipada do CCT baseado exclusivamente no DPA.

A MegaWhat informa que as usinas compartilharão subestação e uma linha de aproximadamente 18 quilômetros até Rio Largo II, em Alagoas. Essa infraestrutura associa o andamento das obras de geração à definição das condições de conexão.

O que acompanhar

Para os projetos, a consequência prática é a necessidade de compatibilizar documentos, engenharia e compromissos de entrega de potência. A controvérsia evidencia um risco de implantação, sem demonstrar atraso já consumado. O próximo marco relevante será a orientação da ANEEL e seu efeito sobre a contratação e os cronogramas.