Iluminação pública pesa até 5% no orçamento municipal e ganha novo estudo de modernização

EPE e Ministério das Cidades apresentam caminhos para financiar LED, telegestão e serviços urbanos digitais. Em 2024, a iluminação pública consumiu 13,3 TWh, cerca de 2,4% da eletricidade do país.
A iluminação pública pode representar de 3% a 5% dos orçamentos municipais. Esse é um dos dados apresentados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no estudo sobre modernização do setor divulgado nesta terça-feira, 13 de outubro, em parceria com o Ministério das Cidades. Em 2024, o serviço consumiu aproximadamente 13,3 terawatts-hora, equivalentes a 2,4% do consumo nacional de eletricidade.
Alternativas para financiar a modernização
O informe reúne alternativas de financiamento e gestão: recursos municipais, Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP), parcerias público-privadas, concessões, consórcios e contratos com empresas de conservação de energia. Também aborda programas e linhas como Procel Reluz, Pró-Cidades e Fundo Clima.
A publicação relaciona a adoção de LED e telegestão à melhoria dos serviços e à integração de equipamentos urbanos. Destaca interoperabilidade, segurança da informação, governança dos dados e indicadores de desempenho, além da atuação do verificador independente nas concessões.
A conta precisa abranger toda a operação
Na estruturação de um projeto, a comparação econômica precisa considerar o serviço durante todo o contrato. O preço das luminárias é uma parcela da decisão: consumo, reposição, manutenção, operação do sistema de controle e continuidade do atendimento compõem o custo para o município. Uma economia projetada ganha consistência quando parte de um inventário confiável e pode ser medida após a implantação.
Tecnologia ligada à qualidade do serviço
A telegestão permite acompanhar e comandar pontos de iluminação à distância. Seu valor para o contratante depende de como a informação se transforma em resposta operacional: detectar uma falha, abrir uma ordem de serviço, registrar o reparo e conferir o prazo de atendimento. Essas etapas precisam conversar com os indicadores usados para avaliar o prestador.
Para municípios que estudam a modernização, o informe oferece uma referência para organizar a escolha do modelo. O passo seguinte é traduzir as necessidades locais em requisitos verificáveis, atribuir responsabilidades e comparar o investimento inicial com o custo da operação ao longo dos anos.
