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Setor discute permitir que grandes consumidores acelerem própria conexão à rede

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Participantes acompanham debate sobre conexão à rede durante o LAWINFRA Summit Brasília 2026, diante do palco do evento
Debates do LAWINFRA Summit Brasília 2026, no B Hotel, em Brasília. Foto: Celso Júnior / LAWINFRA.

Novos modelos permitiriam investimento direto na infraestrutura e acesso sujeito a restrições previamente conhecidas.

Grandes consumidores de energia poderão ter participação maior na construção das soluções necessárias para acessar a rede de transmissão se avançarem novos modelos de conexão discutidos pelo setor elétrico.

A proposta busca acelerar projetos em locais onde não exista justificativa sistêmica para que a expansão seja feita pela Rede Básica e custeada pelo conjunto dos usuários.

O tema esteve entre os principais debates dos fóruns realizados na manhã desta sexta-feira (18/9), no B Hotel, durante o LAWINFRA Summit Brasília 2026. À tarde, o encontro prossegue com palestra magna da presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, e grandes painéis.

Uma das alternativas é a chamada conexão profunda, na qual o interessado participa do investimento necessário para viabilizar seu acesso. Outra é a conexão gerenciada: a empresa consegue se conectar, mas aceita previamente eventuais restrições ou cortes e incorpora esse risco ao negócio.

As propostas ainda dependem de mudanças e definições regulatórias. O objetivo é evitar que projetos esperem anos por ampliações da rede e, ao mesmo tempo, impedir que custos provocados por demandas específicas sejam automaticamente transferidos aos demais consumidores.

O modelo de conexão profunda ainda exigiria definir quem ficaria responsável pela infraestrutura construída. Entre as alternativas debatidas está a possibilidade de o ativo financiado inicialmente pelo interessado ser posteriormente incorporado a uma concessão de transmissão.

A discussão envolve também a divisão dos custos do sistema. A entrada de novas grandes cargas pode ampliar a base de consumidores que contribuem para o pagamento da Receita Anual Permitida (RAP) das transmissoras, ao mesmo tempo em que o novo modelo busca evitar que uma conexão de interesse específico seja imediatamente bancada pelos demais usuários.