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EPE reduz projeção de alta dos combustíveis em 2026 e eleva estimativa para 2027

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Infraestrutura brasileira de combustíveis, logística e aviação
Imagem ilustrativa produzida com inteligência artificial.

Edição de outubro corta em 600 milhões de litros a expansão esperada neste ano e acrescenta 500 milhões de litros à estimativa de 2027; diesel e ciclo Otto também foram revistos para baixo.

A Empresa de Pesquisa Energética reduziu a expansão estimada da demanda brasileira por combustíveis líquidos e gás liquefeito de petróleo em 2026 e aumentou a projeção para 2027. A edição de outubro das Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo aponta acréscimo de 3 bilhões de litros neste ano e de 4,2 bilhões de litros no próximo.

Crescimento é deslocado para 2027

Na edição de agosto, a EPE projetava altas de 3,6 bilhões de litros em 2026 e de 3,7 bilhões em 2027. A atualização, portanto, retira 600 milhões de litros da expansão esperada no primeiro ano e acrescenta 500 milhões de litros ao segundo. A mudança desloca parte do crescimento para 2027, sem transformar projeção em demanda contratada.

Diesel e ciclo Otto são revistos para baixo

O consumo de diesel agora é estimado em 72,4 bilhões de litros em 2026, 200 milhões abaixo dos 72,6 bilhões previstos em agosto. Como o combustível acompanha transporte de cargas, produção agropecuária e atividade econômica, essa revisão interessa a refinarias, importadores, terminais, bases de distribuição e operadores logísticos.

Para os combustíveis do ciclo Otto, a estimativa caiu de 65,1 bilhões para 64,8 bilhões de litros de gasolina equivalente em 2026. A conta reúne gasolina e etanol hidratado em base comparável e depende, entre outros fatores, de renda, emprego, preços relativos e oferta de etanol de cana e de milho.

Aviação mantém marco acima do recorde

O querosene de aviação mantém a trajetória mais forte do relatório: a EPE estima demanda superior a 7,5 bilhões de litros em 2027, acima do recorde registrado em 2014. O marco, porém, continua prospectivo e depende da evolução da malha aérea, do nível de atividade e dos preços do combustível.

A edição de outubro também aponta crescimento do GLP. O conjunto das previsões usa hipóteses sobre economia, mercado de trabalho, renda, safra de grãos e oferta de biocombustíveis. Mudanças nesses vetores podem alterar tanto o volume total como a composição entre derivados fósseis e renováveis.

Infraestrutura exige calibragem

Para a infraestrutura, a revisão recomenda calibrar capacidade em vez de simplesmente extrapolar a curva anterior. Menor expansão em 2026 reduz parte da pressão imediata; a aceleração esperada para 2027 mantém no radar armazenagem, importação, refino, distribuição, corredores logísticos e abastecimento aeroportuário.

O que acompanhar

A publicação da EPE oferece planilhas com projeções mensais e é atualizada bimestralmente. O próximo teste será comparar as estimativas com as vendas efetivas e verificar se o crescimento deslocado para 2027 se confirma nos dados de mercado.