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CNPE aprova estratégia para integrar e padronizar dados energéticos

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Ilustração editorial de centro de planejamento integrando dados de redes elétricas, petróleo, renováveis e recursos hídricos
Centro de planejamento fictício produzido com inteligência artificial. Crédito: LAWINFRA/IA.

ENDE terá comitê coordenado pelo MME e subcomitês de governança, dados, tecnologia e capacitação; implementação ainda será detalhada.

O Conselho Nacional de Política Energética aprovou a Estratégia Nacional de Dados Energéticos e criou um comitê técnico para coordenar sua implementação. A iniciativa busca integrar, padronizar e ampliar a transparência das informações usadas no planejamento, na regulação e no acompanhamento da transição energética.

Estratégia foi construída com AIE e EPE

O documento foi elaborado pelo Ministério de Minas e Energia em parceria com a Agência Internacional de Energia, com apoio técnico da Empresa de Pesquisa Energética e participação de instituições do setor. A proposta passou por consulta pública em julho de 2026.

MME presidirá o comitê técnico

O comitê será presidido pelo MME, por meio da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento. A secretaria-executiva ficará com o Departamento de Informações, Estudos e Eficiência Energética.

Quatro frentes organizarão a implementação

A resolução prevê subcomitês para governança e arcabouço institucional, dados energéticos, tecnologia da informação, capacitação e comunicação. A estrutura poderá reduzir assimetrias e inconsistências entre bases, desde que tenha regras de interoperabilidade, qualidade, atualização e acesso.

Integração efetiva ainda precisa ocorrer

A aprovação não significa que dados de ANEEL, ANP, ONS, EPE, CCEE, Petrobras, IBGE e outros agentes já estejam integrados. O resultado dependerá de responsabilidades definidas, padrões comuns, proteção de informações sensíveis, infraestrutura tecnológica e indicadores públicos de execução.

Qualidade e tempestividade serão testes

Os próximos marcos serão a publicação da resolução, a instalação do comitê, os planos dos subcomitês e as primeiras entregas. Para investidores e formuladores de política, a utilidade será medida pela qualidade, tempestividade e comparabilidade das informações produzidas.