CAF e KfW abrem linha de € 140 milhões para mobilidade urbana

Crédito concessional e € 1,5 milhão de assistência técnica poderão apoiar trens urbanos, BRT, eletromobilidade e transporte por cabo na América Latina e no Caribe.
O banco de desenvolvimento CAF e o banco alemão KfW assinaram uma linha de crédito concessional de € 140 milhões para financiar mobilidade urbana sustentável na América Latina e no Caribe. O acordo foi celebrado por encargo do Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha.
Assistência técnica prepara projetos
A operação é acompanhada de € 1,5 milhão em assistência técnica não reembolsável. Esses recursos deverão apoiar a estruturação de projetos urbanos que possam receber financiamento posteriormente, sem que o comunicado ainda identifique operações brasileiras selecionadas.
Trens, BRT e eletromobilidade são elegíveis
A carteira elegível inclui sistemas ferroviários urbanos, redes integradas de ônibus e Bus Rapid Transit, eletromobilidade, transporte por cabo, infraestrutura e soluções tecnológicas. A seleção deverá considerar mitigação ou adaptação climática e requisitos ambientais e sociais.
Benefício financeiro deve chegar ao tomador final
O desenho financeiro exige que o benefício das taxas reduzidas e dos prazos oferecidos pelo KfW seja transferido explicitamente aos tomadores finais no trecho financiado com esses recursos. A CAF ficará responsável por avaliar, financiar e acompanhar os projetos, sujeitos à não objeção do KfW.
Brasil ainda não tem projeto identificado
Para o Brasil, a linha amplia uma fonte potencial de financiamento e preparação de projetos de transporte público, mas não cria contratação automática. Municípios, estados e operadores precisarão apresentar projetos maduros, demonstrar benefícios climáticos e cumprir os critérios de salvaguardas e viabilidade.
Seleção e desembolsos serão os próximos marcos
Os próximos pontos de controle são a seleção dos projetos, as condições de cada empréstimo, a parcela destinada ao Brasil, os desembolsos e os indicadores de redução de emissões, acesso e qualidade do serviço. Só esses marcos permitirão medir o efeito real da linha sobre a infraestrutura urbana.
