Água e esgoto exigem US$ 14 bilhões anuais na região, estima estudo BID–CEPAL

Levantamento divulgado em 27/10 anualiza expansão e reabilitação urbana até 2050 e examina proteção de bacias; os valores são regionais, não recursos aprovados para o Brasil.
A expansão e a reabilitação da infraestrutura urbana de água e saneamento na América Latina e no Caribe exigiriam cerca de US$ 14 bilhões por ano, segundo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), divulgado em 27 de outubro.
Expansão e reabilitação até 2050
O cálculo corresponde à anualização de aproximadamente US$ 350,9 bilhões até 2050: cerca de US$ 279 bilhões para expansão e US$ 71,9 bilhões para reabilitação. Os valores estão expressos em dólares de 2025 e representam necessidade estimada, não financiamento aprovado.
Proteção das bacias é outro componente
O relatório trata separadamente da conservação de bacias que abastecem cidades, com faixa estimada de US$ 3,1 bilhões a US$ 8,3 bilhões por ano. A base regional de custos de restauração utilizada nesse recorte inclui o Brasil entre 14 países.
Como usar a referência no Brasil
Para o debate brasileiro, o recorte oferece referência para examinar redes, instalações de tratamento e proteção dos mananciais no mesmo planejamento financeiro. A comparação exige dados locais de cobertura, ativos existentes, custos de recuperação e condições das bacias; o total regional não permite atribuir uma parcela ao Brasil.
O estudo reúne diferentes intervenções relacionadas à biodiversidade, com horizontes até 2030 e 2050. Por isso, as estimativas não devem ser tratadas como obrigações de um único orçamento, nem confundidas com desembolsos ou contratos existentes.
Na estruturação de projetos, separar expansão e reabilitação ajuda a identificar gastos que ampliam o atendimento e aqueles que recuperam ativos em serviço. A análise dos mananciais acrescenta a condição de disponibilidade e qualidade da água. Transformar necessidades em projetos depende de estudos, prioridades públicas, regulação e recursos efetivos.
