Açu Transmissora entra em operação e inaugura atuação da EDF no segmento no Brasil

Linha de 40 quilômetros e subestação passam a integrar a rede básica do SIN e reforçam o suprimento ao complexo industrial e logístico do Porto do Açu.
A EDF power solutions iniciou a operação comercial da Açu Transmissora, projeto de alta tensão localizado em São João da Barra e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. O ativo passa a integrar a rede básica do Sistema Interligado Nacional.
Linha tem cerca de 40 quilômetros
O sistema tem uma subestação redutora e aproximadamente 40 quilômetros de linha de transmissão conectados à Subestação Campos. A função é reforçar o direcionamento de energia ao Norte Fluminense e sustentar a expansão das operações industriais e logísticas associadas ao Porto do Açu.
Ativo abre novo segmento para a EDF
A entrada em operação marca a primeira concessão de transmissão da EDF power solutions no mercado brasileiro e o primeiro ativo independente do grupo no segmento na América Latina. O marco amplia a atuação local da companhia, até então concentrada em geração de baixo carbono e serviços de energia.
Rede é condição para novos consumidores
A conexão é relevante porque novas plantas industriais, data centers e projetos de hidrogênio de baixo carbono dependem não apenas de geração disponível, mas de capacidade de rede, subestações, qualidade do suprimento e contratos de acesso. A linha não garante, por si, a instalação desses consumidores.
O projeto foi reconhecido como estratégico pelo Estado do Rio de Janeiro e declarado de utilidade pública. Esses enquadramentos não substituem licenciamento, servidões, fiscalização regulatória nem as obrigações da concessão durante a operação.
Compensação ambiental alcança restinga
Segundo a EDF, a implantação inclui compensação ambiental em parceria com a Reserva Caruara para recompor cerca de 30 mil metros quadrados de restinga com espécies nativas. O cumprimento deve ser acompanhado pelos instrumentos ambientais aplicáveis, e não apenas pelo agregado divulgado pela empresa.
Risco migra da construção para a operação
Com a infraestrutura energizada, o acompanhamento muda da obra para a operação: disponibilidade, qualidade, manutenção, receitas permitidas e atendimento aos requisitos do Operador Nacional do Sistema e da Aneel passam a medir o desempenho do ativo.
Os próximos marcos são a estabilização operacional, a incorporação das instalações ao planejamento da rede e a conexão efetiva dos novos consumidores anunciados para o complexo portuário.
