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BNDES vai estruturar expansão das linhas 2, 3 e 4 do metrô do Rio

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Ilustração conceitual de três corredores metroferroviários planejados em uma metrópole costeira
O memorando abre a fase de estudos para três expansões do metrô do Rio. Ilustração editorial produzida com inteligência artificial; não retrata traçado, estação ou obra aprovados. Crédito: LAWINFRA/IA.

Memorando com o governo fluminense inicia estudos para três corredores metroferroviários. Acordo não aprova obras, orçamento ou modelo de contratação.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo do Estado do Rio de Janeiro assinaram em 25 de setembro um memorando de entendimentos para estruturar projetos de expansão das linhas 2, 3 e 4 do metrô na Região Metropolitana do Rio. O banco ficará responsável por desenvolver os estudos iniciais dos três corredores identificados no Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU).

Memorando ainda não aprova as obras

O ato muda o estágio dos projetos ao definir uma frente formal de estruturação, mas não equivale à aprovação das obras. O memorando não anuncia orçamento contratado, financiamento, licitação, concessão ou data de início da construção. Esses elementos dependerão dos estudos, das decisões do governo estadual e de etapas posteriores de planejamento, avaliação ambiental, modelagem e contratação.

Linha 2 terá alternativas de traçado

Para a Linha 2, o escopo informado compreende a ligação Estácio–Carioca/Praça XV e considera uma possível expansão da Pavuna até a Baixada Fluminense. A formulação indica alternativas a estudar; não confirma o traçado definitivo nem a implantação de todas as extensões mencionadas.

Linha 3 aproveitará estudos da UFRJ

Na Linha 3, o corredor em análise liga Carioca/Praça XV a Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. O trabalho será feito em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e deverá aproveitar diagnósticos técnico-operacionais e urbanísticos produzidos pela Coppe/UFRJ no Projeto Prisma. Reaproveitar estudos pode reduzir retrabalho, mas não elimina a necessidade de atualizar demanda, custos, engenharia, licenciamento e condições de financiamento.

Linha 4 entra na fase de preparação

A Linha 4 terá como referência a expansão Jardim Oceânico–Alvorada–Recreio. Também aqui o memorando inicia a preparação do projeto: extensão, estações, integração modal, tecnologia e solução construtiva ainda precisam ser justificadas pelos estudos e pela comparação de alternativas.

Integração tarifária faz parte do acordo

Além das obras físicas, o acordo inclui governança metropolitana e integração tarifária, com participação do Instituto Rio Metrópole. Essa dimensão é relevante porque uma expansão metroferroviária produz benefício limitado se tarifas, linhas alimentadoras e responsabilidades entre estado e municípios não funcionarem como uma rede única.

Próximo governo decidirá se prossegue

O BNDES informou que os estudos serão desenvolvidos no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento. Segundo o banco, o objetivo é preparar as fases iniciais para que o próximo governo estadual possa decidir se prossegue. A formulação preserva a diferença entre projeto estruturado e investimento autorizado: a decisão política, os recursos e os contratos ainda não estão definidos.

Indicadores do ENMU não são resultados das três linhas

O ENMU reúne 187 projetos em 21 regiões metropolitanas, com mais de 3 mil quilômetros de metrôs, trens, veículos leves sobre trilhos e corredores de ônibus. Os benefícios agregados divulgados pelo estudo — redução de tempo, emissões e sinistros — pertencem ao conjunto nacional e não podem ser atribuídos antecipadamente às três expansões do Rio.

Estudos, custos e financiamento serão os próximos marcos

Os próximos marcos verificáveis serão a definição do escopo de cada estudo, a publicação dos diagnósticos e estimativas, a escolha do modelo de implantação e a identificação das fontes de recursos. Só depois será possível comparar custos, demanda, riscos e benefícios e saber se os corredores seguirão para contratação.

A estruturação abre uma carteira potencial

Para o mercado de infraestrutura, o memorando abre uma carteira potencial de estruturação em mobilidade de alta capacidade. Para usuários e governos, o teste será transformar estudos antigos e novos em decisões transparentes, financeiramente sustentáveis e integradas ao restante do transporte metropolitano.