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ADB mantém energia e transportes no centro da estratégia para Papua-Nova Guiné

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Ilustração editorial de rodovia, ponte, rede elétrica e infraestrutura de água em paisagem tropical costeira
A estratégia do ADB prioriza conexões de transporte e energia, além de água, saneamento e infraestrutura resiliente. Imagem editorial produzida por inteligência artificial; não retrata obra ou local específicos. Crédito: LAWINFRA/IA.

Plano de 2026 a 2030 prioriza conectividade, saneamento e ambiente para investimento; carteira ativa do banco no país soma US$ 1,85 bilhão.

O Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB, na sigla em inglês) lançou nesta segunda-feira, 28 de setembro, uma estratégia de parceria com Papua-Nova Guiné para o período de 2026 a 2030. O plano mantém transporte e energia como áreas centrais e acrescenta uma atuação seletiva em água, saneamento, agricultura, educação e transformação digital.

Carteira ativa soma US$ 1,85 bilhão

A estratégia não é a aprovação de um novo empréstimo único. Ela organiza prioridades, instrumentos e setores para as operações do banco nos próximos cinco anos. Em 31 de dezembro de 2025, a carteira ativa do ADB no país reunia 24 empréstimos e doações, no total de US$ 1,8457 bilhão — aproximadamente US$ 1,8 bilhão em operações soberanas e US$ 45 milhões em operações não soberanas.

Eletricidade alcança apenas um quinto da população

O diagnóstico ajuda a dimensionar o desafio. Apenas 20,5% da população tinha acesso à eletricidade em 2023. Em 2024, 53,3% utilizavam ao menos um serviço básico de água potável e 16,7% tinham saneamento gerido de forma segura. A dispersão de 10,2 milhões de habitantes por regiões montanhosas e mais de 600 ilhas eleva o custo da infraestrutura e da prestação de serviços.

Conectividade depende de projetos individuais

No eixo de conectividade, o ADB pretende apoiar corredores de transporte, eletrificação, logística agrícola e melhor gestão dos ativos. O objetivo declarado é aproximar pessoas e empresas de mercados e serviços públicos, com atenção a manutenção, regulação e resiliência a desastres. A carteira concreta dependerá da preparação e da aprovação individual de cada projeto.

Banco prevê preparar investimentos privados

O banco também prevê apoio ao ambiente de negócios e à participação privada em infraestrutura. Programas de estruturação e capital-semente devem ser usados para preparar e financiar projetos, inclusive por operações sem garantia soberana. A estratégia menciona ainda soluções de conhecimento para minerais críticos e transformação digital, sem antecipar empreendimentos ou valores específicos nesses dois campos.

Infraestrutura precisa funcionar como rede

A experiência é relevante para países com população dispersa e grande déficit de infraestrutura. Estradas, energia, água e conectividade digital produzem mais efeito quando são planejadas como uma rede e acompanhadas de regras de operação, manutenção e financiamento. Sem isso, novas obras podem ampliar ativos físicos sem garantir serviço contínuo.

Novo ciclo responde a limites da estratégia anterior

O próprio ADB reconhece que a estratégia anterior, de 2021 a 2025, não produziu a diversificação econômica esperada na mesma velocidade. Por isso, o novo ciclo busca combinar infraestrutura com gestão fiscal, serviços públicos e formação profissional. A mudança de desenho é uma proposta institucional; os resultados só poderão ser medidos pela carteira contratada, pelos desembolsos e pelos indicadores de acesso.

Execução e risco fiscal serão os próximos testes

Os próximos marcos são os programas anuais de operações, a aprovação dos projetos e a divulgação das condições financeiras. Também será necessário acompanhar a capacidade de execução do governo, a eleição nacional prevista para 2027 e os riscos fiscais associados ao pagamento de US$ 500 milhões de um eurobônus em outubro de 2028.