Reino Unido libera painéis solares de tomada com potência de até 800 watts

Procedimento simplificado entra em vigor na Grã-Bretanha com requisitos de conformidade, limite de potência e comunicação ao operador da rede.
Sistemas solares residenciais conectados diretamente a uma tomada passaram a ser admitidos na Grã-Bretanha nesta quinta-feira, 27 de agosto. A nova regra abrange equipamentos compatíveis com as especificações técnicas e limita a potência de saída em corrente alternada a 800 watts.
Conhecida em outros países europeus como solar de varanda, a tecnologia utiliza painéis e um microinversor para alimentar o circuito elétrico da residência. O modelo busca alcançar consumidores que não dispõem de telhado próprio ou não pretendem contratar uma instalação fotovoltaica convencional.
O governo britânico estima que os equipamentos possam fornecer, durante períodos de sol, energia equivalente a até 20% do consumo de uma residência média e gerar economia anual de até 110 libras. Os valores são estimativas e variam conforme orientação, sombreamento, perfil de consumo e preço da eletricidade.
A simplificação não elimina as exigências de segurança. Somente sistemas que atendam à especificação aprovada podem utilizar o procedimento, e o consumidor deve comunicar a conexão ao operador local da rede. O registro permite que as distribuidoras acompanhem a expansão acumulada dos equipamentos.
A regra não se aplica à Irlanda do Norte, que possui regime próprio de segurança elétrica. Também não autoriza, pelo mesmo procedimento, baterias que importem eletricidade da residência para armazenamento.
Para o Brasil, a experiência oferece uma comparação concreta sobre a incorporação de equipamentos de muito pequena potência à geração distribuída. Certificação, segurança das instalações, responsabilidade do consumidor e visibilidade operacional para as distribuidoras são os pontos centrais do desenho regulatório.
A referência britânica não produz efeito automático sobre as normas brasileiras. Sua relevância está em mostrar uma alternativa regulatória para reduzir barreiras de entrada sem retirar do operador da rede a informação necessária para avaliar impactos agregados sobre a distribuição.
