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Rede 5G privada começa a ser instalada no Porto de Santos com investimento de R$ 31 milhões

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Terminal de contêineres do Porto de Santos associado à implantação de uma rede privativa de quinta geração
Imagem ilustrativa produzida com inteligência artificial.

Projeto Porto de Santos Conecta prevê cobertura privativa, integração de sistemas e novas aplicações digitais no maior complexo portuário do país.

A instalação de uma rede privativa de quinta geração começou no Porto de Santos com investimento previsto de R$ 31 milhões ao longo de três anos. A nova infraestrutura deverá atender exclusivamente o complexo portuário e ampliar a capacidade de conexão de equipamentos, sistemas e operações críticas.

Os trabalhos foram iniciados em 25 de agosto e integram o convênio Porto de Santos Conecta. O projeto reúne a Autoridade Portuária de Santos, o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos e a Fundação Casimiro Montenegro Filho, com participação de empresas responsáveis pela implantação tecnológica.

Uma rede privativa 5G não se confunde com a cobertura comercial oferecida ao público pelas operadoras de telefonia. Trata-se de uma infraestrutura dedicada, com parâmetros próprios de segurança, disponibilidade, latência e controle de acesso, desenhada para as necessidades do ambiente portuário.

A baixa latência — o curto intervalo entre o envio de um comando e a resposta do sistema — é importante para aplicações que dependem de comunicação quase imediata. Entre os usos possíveis estão monitoramento de cargas, sensores conectados, inspeções remotas, videomonitoramento inteligente, automação de equipamentos e acompanhamento de veículos e embarcações.

A primeira etapa concentra-se na implantação física e na configuração da rede. A existência da infraestrutura, por si só, não significa que todas as aplicações estarão disponíveis imediatamente. Cada serviço ainda dependerá de integração com sistemas portuários, testes de segurança, definição de responsabilidades e validação operacional.

O caráter privativo também permite maior controle sobre dados e dispositivos conectados. Em uma instalação estratégica, esse aspecto é relevante porque falhas de comunicação, acessos indevidos ou indisponibilidade de sistemas podem afetar fluxo de cargas, segurança patrimonial e continuidade das operações.

Do ponto de vista regulatório, a rede deverá observar as regras aplicáveis ao uso de radiofrequências, aos equipamentos de telecomunicações, à proteção de dados e à segurança cibernética. A contratação de fornecedores não afasta a responsabilidade dos gestores pela governança dos sistemas e pela proteção das informações operacionais.

O projeto também cria uma base para testar soluções antes de sua adoção em escala. Essa possibilidade reduz o risco de incorporar tecnologias sem comprovação suficiente e permite medir ganhos de produtividade, confiabilidade e segurança em situações reais de operação.

A relevância econômica decorre da dimensão do Porto de Santos e de sua posição nas cadeias nacionais de exportação e importação. Melhorias na circulação de dados podem reduzir tempos de resposta e ampliar a previsibilidade, embora o resultado efetivo dependa da integração entre autoridade portuária, terminais, transportadores, órgãos públicos e demais usuários.

Os próximos marcos serão a conclusão das etapas de cobertura, a ativação dos primeiros serviços e a divulgação de indicadores capazes de demonstrar os efeitos sobre eficiência e segurança. O ponto central é que o 5G passa a ser tratado não apenas como serviço de telefonia, mas como infraestrutura operacional do porto.