LAWINFRATODAS AS NOTÍCIAS →

Concessão da Malha Sul recebe contribuições até 30 de setembro

COMPARTILHE
Trem de cargas em corredor ferroviário da Região Sul do Brasil
Imagem ilustrativa produzida com inteligência artificial.

Modelagem reúne 4,2 mil quilômetros nos corredores Mercosul, Rio Grande e Paraná–Santa Catarina e estima R$ 53 bilhões em investimentos e despesas operacionais.

O prazo para apresentação de contribuições à futura concessão da Malha Sul permanece aberto até as 23h59 de 30 de setembro. A data inicialmente divulgada para o encerramento era esta terça-feira, 25 de agosto, mas foi substituída por nova prorrogação aprovada pela diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres em 14 de agosto.

A Audiência Pública nº 11/2026 discute os estudos, a matriz de riscos, o Programa de Exploração da Ferrovia e as minutas de edital e contrato dos corredores Mercosul, Rio Grande e Paraná–Santa Catarina. Empresas, entidades, órgãos públicos e demais interessados podem encaminhar manifestações pelo sistema ParticipANTT.

A proposta abrange aproximadamente 4.248 quilômetros de ferrovias em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os corredores conectam regiões produtoras a portos como Paranaguá, São Francisco do Sul e Rio Grande e alcançam a ligação internacional com a Argentina por Uruguaiana.

Os estudos estimam R$ 53 bilhões ao longo de 30 anos, valor que soma cerca de R$ 14,4 bilhões em investimentos e R$ 38,6 bilhões em despesas de operação. O total não corresponde a um desembolso imediato nem a um compromisso já contratado: são projeções da modelagem submetida à participação pública.

Até 6 de agosto, a ANTT havia recebido 98 protocolos escritos. O processo também contou com quatro sessões realizadas entre 16 e 31 de julho em Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis, com 665 participantes presenciais e 249 inscrições para manifestações orais.

A extensão do prazo amplia a possibilidade de examinar temas com impacto direto sobre a atratividade e a segurança jurídica do projeto, como metas de recuperação da malha, investimentos obrigatórios, matriz de riscos, integração com portos, atendimento a usuários e tratamento dos trechos afetados pelos eventos climáticos no Rio Grande do Sul.

O contrato atualmente vigente tem término previsto para fevereiro de 2027. Depois da análise das contribuições e dos ajustes na modelagem, o projeto ainda deverá cumprir as demais etapas de controle e aprovação, incluindo apreciação pelo Tribunal de Contas da União. A audiência pública, portanto, não equivale ao lançamento do leilão nem à escolha de uma futura concessionária.