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ANTT abre revisão das regras de pagamento de pedágio nas rodovias concedidas

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Rodovia concedida com pórtico eletrônico associado a meios digitais de pagamento de pedágio
Ilustração editorial produzida por inteligência artificial; não retrata rodovia, concessionária ou pórtico real específico.

Contribuições serão recebidas até 2 de outubro e subsidiarão a avaliação das regras sobre meios e instrumentos usados para quitar tarifas nas concessões federais.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres abriu nesta quinta-feira (3) a Tomada de Subsídios nº 004/2026 para revisar as regras aplicáveis aos meios e instrumentos de pagamento das tarifas de pedágio nas rodovias federais concedidas.

A participação ficará aberta até as 18h de 2 de outubro, pelo sistema ParticipANTT. A consulta pretende complementar o Relatório de Avaliação do Resultado Regulatório elaborado para a revisão da Resolução ANTT nº 4.281/2014.

Tomada de subsídios não é decisão regulatória nem minuta definitiva de norma. É uma etapa de coleta de informações, experiências e propostas que ajudará a agência a verificar se as regras vigentes continuam adequadas.

Desde a edição da resolução, os meios de pagamento se diversificaram. Tags automáticas, cartões, aplicativos, Pix e sistemas de cobrança posteriores à passagem passaram a conviver com dinheiro e modalidades tradicionais.

A expansão do pedágio eletrônico sem cancelas, conhecido como free flow, torna o tema ainda mais relevante. Sem praça física, identificação, comunicação e quitação dependem de sistemas interoperáveis e canais digitais acessíveis.

A revisão poderá examinar disponibilidade dos meios de pagamento, prazos, informação ao consumidor, custos de transação, tratamento de falhas, proteção de dados e integração entre concessionárias.

Um sistema eficiente precisa permitir cobrança correta, contestação, rastreabilidade e atendimento inclusive aos usuários sem conta bancária, cartão ou familiaridade com aplicativos.

Para as concessionárias, a diversidade de meios reduz barreiras ao pagamento, mas aumenta custos de integração, segurança cibernética e conciliação financeira. Esses custos devem ser tratados de forma coerente com o contrato e a matriz de riscos.

Para o usuário, é essencial evitar que falhas de comunicação ou incompatibilidades tecnológicas sejam convertidas em inadimplência ou penalidade sem oportunidade real de pagamento.

A revisão também se conecta à modelagem de novas concessões. A Rota 2 de Julho, liberada pelo TCU em agosto, foi concebida para operar integralmente com pórticos eletrônicos.

Contribuições de concessionárias, empresas de pagamento, transportadores, usuários e entidades de defesa do consumidor podem revelar custos e falhas que não aparecem apenas nos dados administrativos.

O próximo passo será a consolidação das manifestações e a eventual apresentação de proposta normativa pela ANTT.